quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Meu Método Dialético

Talvez nem tudo que eu escreva seja legal, mas o blog é um terapeuta na minha vida há anos.

Incontáveis as vezes que escrevi errado,
Realmente grata quando sei que alguém lê isso aqui.

Não queria deixar o blog muito abandonado, mas a vida anda corrida, e começa a cobrar mais do que posso dar,
Comecei um Brainstorm individual que não consegui parar, as idéias explodem, eu tenho que calar já que não tenho tido tempo para escrever, e quando começo a falar corro o risco de ser chata , pseudo-alguma-coisa e incoerente.

A questão é que não sei como estabelecer uma dialética comigo.
Embora nem sempre eu tenha o meu superego e minha personalidade em plena tranquilidade. podendo existir a tese, antítese e uma mega síntese de 10 páginas no final da história.


Necessariamente sei que preciso escrever,mas preciso também parar um pouco de ler, porque quanto mais leio, mais fico estranha!
Preciso também parar com essa mendigo style, essas roupas esquisitas, esse jeito masculino e pouco gracioso e sensual.
Pararei de dormir tarde e trocar os horários, isso não é coisa de gente normal.

Também terei de parar com os boleros, que por sinal para a maioria são extremamente chatos,
parar com as teorias mirabolantes , de tentar aprender a tocar violão, nunca vou decorar os acordes...

Tentar escutar mais música eletrônica, funk e frequentar milhares de micaretas, onde obterei aquelas blusas coloridas , de extremo mau gosto, que usarei nas ruas parecendo vir de um carnaval inexistente e brega, de onde acabo de receber beijos enlouquecidos de mais de 20 caras diferentes, que já beijaram 30 meninas diferentes nessa mesma micareta, o que fará com que eu fatalmente adquira uma hepatite, herpes, ou algo do tipo.

Vou usar saltos e brilhos, calças apertadas e ir para o pagode toda semana, arranjar um namorado rico, e visar sempre a carteira e o carro do que reparar em seus olhos.

Finalmente, eu serei completa.

Porém, mais que porém, prefiro usar minha saruel, com meu livro debaixo do braço, com esse jeito tronxo e me apaixonar pelos caras bacanas diferentes do comum...

Acho que fui feita para ser um ser incompleto, enfim.

Um comentário:

Natallia Alves disse...

talvez a sua plenitude esteja neste seu constante inconformismo...