segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Ela trancou-se no quarto querendo não mais respirar, como se o mundo estivesse criando obstáculos demais, amigos demais, coisas demais, ela demais.
Prostou-se em frente do sofá de veludo vermelho e da televisão empoeirada,
Quis chorar, porque sua outra parte havia deixado saudades, como a lembrança de seus passos pesados nas madrugadas de sextas-feiras após doses e mais doses.
A lembrança das mãos dadas com alguém imaginário em qualquer carnaval.
Sentiu-se Impotente, incoerente em suas colocações, jogou-se no chão, e como se pagasse alguma penitência, dormiu até amanhecer.

Um comentário:

Natallia Alves disse...

Lindo texto, passional: como sempre!